Cirurgia de Catarata
A catarata é uma doença que afeta o cristalino, considerada a lente natural do olho, e que é responsável por causar baixa de visão em mais de 20 milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, cerca de 350 mil pessoas apresentam dificuldade visual por conta da catarata. O único tratamento eficaz para a catarata é a cirurgia.
A cirurgia de fecoemulsificação para a retirada da catarata é hoje a mais utilizada pelos oftalmologistas no tratamento desse tipo de doença. Trata-se de um procedimento simples e de baixa complexidade. Geralmente dura cerca de 15 minutos, não necessita de internação e o paciente é liberado logo após a cirurgia.
A técnica cirúrgica utiliza uma espécie de cânula ligada a um equipamento de ultrassom que é inserida no globo ocular por meio de um pequeno corte, de cerca de 3,5 mm e que irá diluir o cristalino e aspirá-lo para fora. Depois, a mesma cânula será inserida novamente no globo ocular, dessa vez para colocar a lente artificial que irá ocupar o lugar do cristalino.
Não são necessários pontos, pois as incisões irão se cicatrizar com a pressão que é feita naturalmente pelo olho.
Hoje já fazemos grande parte da cirurgia de catarata com o uso do Laser de Femtosegundo. Isso torna o procedimento mais seguro e com uma recuperação da visão mais rápida.
Para que todo esse procedimento seja realizado, o paciente irá receber uma anestesia local, que na maioria dos casos é aplicada por meio de um colírio anestésico. Dependendo da situação, o paciente pode receber sedação leve.
Preparação pré-cirúrgica
Antes da cirurgia, o paciente será submetido a alguns exames. Primeiramente, passará por consulta clínica com o oftalmologista que irá fazer todos os exames necessários para confirmar a existência ou não da catarata. Serão feitos alguns exames pré-operatórios como acuidade visual, fundo do olho, pressão intraocular, topografia da córnea, ultrassonografia do globo ocular e um exame para cálculo da lente intraocular a ser implantada.
Recuperação pós-cirúrgica
Geralmente logo após a cirurgia, o paciente já recebe alta e retorna para casa. Ele também tem a indicação de ficar sentado em local confortável. O retorno da visão ocorre gradativamente em torno de 24 horas e varia de acordo com o organismo de cada paciente. Há casos em que a visão já fica nítida logo após a cirurgia.
O paciente já pode retomar as suas atividades normais dentro de poucos dias, não pode praticar atividades de impacto ou que tenham risco de impacto, como esportes, exercícios físicos ou dirigir. Outros cuidados com os olhos também devem ser tomados como:
– Não esfregar;
– Não coçar;
– Não dormir sobre o olho operado nos primeiros dias pós-operatório;
– Não realizar esforço físico.
A catarata
É uma doença que causa a um processo de opacificação do cristalino, que é considerado a lente natural do olho. Afeta geralmente pessoas com mais de 40 anos de idade, quando o cristalino vai perdendo naturalmente a transparência e impedindo a passagem da luz. A evolução da doença varia de pessoa para pessoa e de um olho para outro.
Sintomas
– Visão embaçada, amarelada e distorcida;
– Necessidade de luz para enxergar com nitidez;
– Dirigir se torna perigoso mesmo com o uso de óculos;
– Dificuldade em ler.
Causas
A catarata pode ser congênita (causada por rubéola ou toxoplasmose na gestação), adquirida por meio da diabetes, uso de colírios sem indicação médica, inflamações intra-oculares e traumas. Sua principal causa é o envelhecimento.
Tratamento
Não existe tratamento clínico com medicamentos para retardar o processo. A indicação cirúrgica é a única solução. A técnica da facoemulsificação com Laser atualmente é a mais segura para a remoção da catarata pois permite uma rápida recuperação da acuidade visual. Um dos sucessos dessa técnica é que permite o cálculo do grau da lente intra-ocular que é realizado no exame pré-operatório.
Riscos
A maioria das cirurgias de catarata ocorrem sem complicações. Porém, nos dias seguintes a cirurgia, podem ocorrer alguns problemas como: sangramento, olho machucado ou roxo, vazamento pela incisão, infecção ou endoftalmite, inflamação, glaucoma, descolamento de retina, laceração da cápsula posterior, deslocamento da lente intraocular.
Alguns meses depois, já foram registradas algumas complicações em pacientes como edema macular cistoide. Mas são reações raras que ocorreram em alguns pacientes.
Cabe ressaltar que a cirurgia de facoemulsificação com uso do Laser é uma técnica aprovada pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia, pelo Conselho Federal de Medicina e pela Anvisa.
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